Natureza clandestina do ser humano

A natureza não é só a terra, a água, o sol, a lua,

o céu, a mata, o inverno, o verão, a chuva…

Mas o ser humano é uma natureza divina,

Uma pureza de essência, oriunda de sua existência

que cristaliza este universo.

O homem é a fatia maior de paraíso oculto

e ele mesmo se abandona e se perde

com suas próprias armadilhas,

sem buscar a razão de sua presença

neste minúsculo ponto em que reside.

Este espaço, que o homem conquista,

não é tão infinito quanto ao seu tamanho interior,

é medido pelo caráter acumulado, num convívio

entre o homem e si próprio.

Talvez, se as pessoas mostrassem seus sonhos

e não suas ambições materiais, e

se explorassem seus sentimentos omitidos

e aniquilados nos corredores do progresso,

se a união entre todos os povos

fosse apenas pelo amor de serem irmãos

e não por interesses incomuns, de uns

subirem o mais alto que seus objetivos,

enquanto muitos nem sequer

conseguem arrastar-se em seus próprios chãos.

Muito do mundo poderia ter outro sentido

se nós vivêssemos aquilo que nasce dentro de nós.

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